
A 100ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre, realizada na manhã desta quarta-feira (31), em São Paulo, foi marcada por alto nível técnico, decisão nos metros finais e destaque para atletas africanos e brasileiros. O etíope Muse Gizachew venceu a prova masculina após um sprint decisivo na reta de chegada, enquanto a tanzaniana Sisilia Panga conquistou o título no feminino e interrompeu a sequência de vitórias quenianas.
Na disputa masculina, Gizachew acelerou nos instantes finais e cruzou a linha de chegada à frente do queniano Jonathan Kipkoech. O brasileiro Fábio Jesus teve desempenho consistente ao longo do percurso e assegurou a terceira colocação, levando o país ao pódio em uma das provas mais tradicionais do atletismo mundial.
Após a corrida, o atleta brasileiro destacou a dificuldade de competir em igualdade com corredores africanos e aproveitou o momento para chamar atenção à falta de investimentos no atletismo nacional, ressaltando a necessidade de mais incentivo e estrutura para o desenvolvimento da modalidade.

Entre as mulheres, Sisilia Panga comandou a prova desde os quilômetros finais e garantiu o primeiro lugar com autoridade. A queniana Cynthia Chemweno ficou com a segunda posição, enquanto Núbia de Oliveira confirmou a regularidade e repetiu o terceiro lugar conquistado na edição anterior, desta vez com melhora significativa em seu tempo.
Satisfeita com o resultado, Núbia avaliou positivamente seu desempenho e afirmou que a evolução na marca reforça a confiança para as próximas temporadas. A atleta destacou que o objetivo segue sendo lutar pelo lugar mais alto do pódio nas próximas edições.
A edição centenária da São Silvestre reforçou a tradição da prova, reuniu atletas de elite de diferentes países e confirmou a importância do evento no calendário internacional do atletismo, além de evidenciar a competitividade e a resiliência dos corredores brasileiros diante de um cenário altamente desafiador.





